David Russell - Francisco Tárrega Integral de Guitarra

Pois eis que começamos mais um mês no corrente ano. Lá se foram quatro meses. Não sei quanto aos nobres leitores, mas tenho a estranha sensação de que, ontem mesmo, estava a comemorar o natal. Há algumas horas, pareciam estar ainda estourando as alegrias brilhosas no céu, brindando a chegada de mais um velho-novo ano. Pois é. Nostálgico, eu? Imaginem. É apenas uma impressão. Uma leve, singela e quase imperceptível sensação de que o tempo, em verdade, não passa. Quem passa somos nós.
Mas não se enganem os olhos menos preparados que, com tal acabrunhado discurso, quero eu estabelecer alguma relação com o nobre e excelso violonista que é o grande David Russell. De forma alguma. Apenas digo que, ao escutarmos certas músicas, sejam elas clássicas ou não, tendemos a nos deixar levar por suas "palavras", por sua magia, enfim, por seu intrínseco sentimentalismo. Dessa forma, jamais veremos alguém que esteja triste, a escutar algo como “Sueño” ou “Capricho Árabe”, de Tárrega. Ou então, alguém que esteja consternado a ouvir “Johnny B Good” de Chuck Berry.
O caso, meus queridos e mais do que estimados leitores, é que quero que quero lhes dizer o quão nostálgico fico ao ouvir tão bons violonistas quanto Russell a executar peças tão belas quanto as de Tárrega. Por que, perguntariam os mais apressados. Pelo fato de que, atualmente, vê-se uma completa falta de sentido e informação no mercado fonográfico. Assim, vislumbra-se a ascensão de “violonistas” que nada têm a acrescentar aos ouvidos alheios em detrimento de outros que teriam muito mais do que a sua simples a aparência a mostrar. Não critico tais violonistas. Afinal, todos temos de pagar nossas contas. O que me deixa consternado e me faz voltar os olhos (ou melhor, os ouvidos) para tempos já idos, é a profunda falta de vontade de nossos novos estudantes. Bem sei que os leitores desse blog, bem como os freqüentadores de fóruns e comunidades que pela Internet existem, não fazem jus a essa minha contristação. Mas que fique registrado: a nostalgia desse que vos escreve deve-se antes a falta de interesse dos ouvintes do que a abundância de bons violonistas que por aí existem.
Mas deixemos minhas insípidas linhas de lado e nos atenhamos à magnificência desse álbum. Como bem puderam apreender, o álbum traz o nosso bom e velho conhecido David Russell a interpretar a obra completa do absolutamente primoroso Francisco Tárrega. Pelo simples fato do título do álbum, creio, já valeria muito à pena a sua audição. Mas a imprescindibilidade de sua audição transcende tal fato. O que vemos em tal álbum, é o profundo amadurecimento musical que um instrumentista pode conservar. É o grande senso de musicalidade aliado a uma sagacidade ímpar, que somente proeminentes músicos pensam em ter. É, enfim, uma profusa demonstração de quão bom um violonista pode sonhar em ser. O grande Colin Cooper, da bela revista Classical guitar, está certo ao afirmar: “Russell lavishes his battery of skills on every innocuous phrase, every mundane harmonic progression, as if his life as well as Tarrega's reputation depended on it.” Pena que a minha queridíssima e amada Lae por aqui não está, mas, em uma tradução infeliz e despreparada: “Russell esbanja sua bateria de habilidades em toda frase inócua, toda progressão harmônica mundana, como se a vida dele e reputação de Tarrega dependessem disso”. Pois é. Receber um elogio desses, provindo de tão altiva cabeça, ao meu ver, somente pode ser merecimento mesmo, hehe.
Mas não se enganem os olhos menos preparados que, com tal acabrunhado discurso, quero eu estabelecer alguma relação com o nobre e excelso violonista que é o grande David Russell. De forma alguma. Apenas digo que, ao escutarmos certas músicas, sejam elas clássicas ou não, tendemos a nos deixar levar por suas "palavras", por sua magia, enfim, por seu intrínseco sentimentalismo. Dessa forma, jamais veremos alguém que esteja triste, a escutar algo como “Sueño” ou “Capricho Árabe”, de Tárrega. Ou então, alguém que esteja consternado a ouvir “Johnny B Good” de Chuck Berry.
O caso, meus queridos e mais do que estimados leitores, é que quero que quero lhes dizer o quão nostálgico fico ao ouvir tão bons violonistas quanto Russell a executar peças tão belas quanto as de Tárrega. Por que, perguntariam os mais apressados. Pelo fato de que, atualmente, vê-se uma completa falta de sentido e informação no mercado fonográfico. Assim, vislumbra-se a ascensão de “violonistas” que nada têm a acrescentar aos ouvidos alheios em detrimento de outros que teriam muito mais do que a sua simples a aparência a mostrar. Não critico tais violonistas. Afinal, todos temos de pagar nossas contas. O que me deixa consternado e me faz voltar os olhos (ou melhor, os ouvidos) para tempos já idos, é a profunda falta de vontade de nossos novos estudantes. Bem sei que os leitores desse blog, bem como os freqüentadores de fóruns e comunidades que pela Internet existem, não fazem jus a essa minha contristação. Mas que fique registrado: a nostalgia desse que vos escreve deve-se antes a falta de interesse dos ouvintes do que a abundância de bons violonistas que por aí existem.
Mas deixemos minhas insípidas linhas de lado e nos atenhamos à magnificência desse álbum. Como bem puderam apreender, o álbum traz o nosso bom e velho conhecido David Russell a interpretar a obra completa do absolutamente primoroso Francisco Tárrega. Pelo simples fato do título do álbum, creio, já valeria muito à pena a sua audição. Mas a imprescindibilidade de sua audição transcende tal fato. O que vemos em tal álbum, é o profundo amadurecimento musical que um instrumentista pode conservar. É o grande senso de musicalidade aliado a uma sagacidade ímpar, que somente proeminentes músicos pensam em ter. É, enfim, uma profusa demonstração de quão bom um violonista pode sonhar em ser. O grande Colin Cooper, da bela revista Classical guitar, está certo ao afirmar: “Russell lavishes his battery of skills on every innocuous phrase, every mundane harmonic progression, as if his life as well as Tarrega's reputation depended on it.” Pena que a minha queridíssima e amada Lae por aqui não está, mas, em uma tradução infeliz e despreparada: “Russell esbanja sua bateria de habilidades em toda frase inócua, toda progressão harmônica mundana, como se a vida dele e reputação de Tarrega dependessem disso”. Pois é. Receber um elogio desses, provindo de tão altiva cabeça, ao meu ver, somente pode ser merecimento mesmo, hehe.
Mas sim. Desfilar toda a grande produção do pródigo músico que foi Tárrega, não é uma tarefa fácil. Afinal, a maioria de nós levou um grande tempo apenas para executar algumas músicas desse grande mestre. Imaginem, pois, gravar a obra completa. Como diria um ex-professor meu: “A arte das seis cordas pode se considerada um binômio: de um lado, existem você, eu, e todos os outros violonistas do mundo; do outro, existem de Segóvia à Sor, de Tárrega à Carlevaro”. Pois é, era um professor um tanto quanto extremista, mas vejam que ele está incontestavelmente correto: quando, em nossas boas e preciosas vidas, pensamos em gravar a obra completa de Tárrega? Ou a de Barrios? Ou a de Bach? Pois é, creio não estarmos do lado divino do binômio, haha.
Pilhérias à parte, e achando que já me alonguei demasiadamente em tal conversa com os diletos amigos, eis que falo um pouco mais sobre o álbum e lhes entrego, logo, os links. Pois eis aí o dilema dos dilemas: falar mais o quê sobre um álbum que é, precipuamente, inarrável? Já sei! Digo-vos, meus amados leitores, que faz parte das músicas desse álbum, como não poderia deixar de ser, já que se trata da obra completa de Tárrega; a magnífica e esplendorosa Gran Jota. A existência de tão belas variações já é, por si só, algo notável. A execução dessa sublime peça, por alguém como Russell, é que é algo fantástico.
Sem mais delongas, eis o disclist:
David Russell – Tárrega Integral de Guitarra
CD1
1. Maria
2. Pavana
Pilhérias à parte, e achando que já me alonguei demasiadamente em tal conversa com os diletos amigos, eis que falo um pouco mais sobre o álbum e lhes entrego, logo, os links. Pois eis aí o dilema dos dilemas: falar mais o quê sobre um álbum que é, precipuamente, inarrável? Já sei! Digo-vos, meus amados leitores, que faz parte das músicas desse álbum, como não poderia deixar de ser, já que se trata da obra completa de Tárrega; a magnífica e esplendorosa Gran Jota. A existência de tão belas variações já é, por si só, algo notável. A execução dessa sublime peça, por alguém como Russell, é que é algo fantástico.
Sem mais delongas, eis o disclist:
David Russell – Tárrega Integral de Guitarra
CD1
1. Maria
2. Pavana
3. Gran Vals
4. El Columpio
5. Vals
6. Danza Mora
7. Danza Odalisca
8. Pepita, polka
9. Rosita, polka
10. Sueño, mazurka
11. Marieta, mazurka
12. Mazurka,in G major
13. Adelita, mazurka
14. Las dos hermanitas, vals
15. Minueto
16. Paquito, waltz in C major
17. Isabel, vals for guitar
18. Sueño, trémolo
19. Fantasia on Themes From Verdi's "La Traviata"
20. Fantasy on Themes from Arrita's Marina
21. Carnival of Venice
CD2
1. Capricho árabe
2. Recuerdos de la Alhambra
3. Alborada
4. Tango
5. Prelude No. 1 in E major
6. Prelude No. 2 in A major
7. Prelude No. 3 in A minor
8. Prelude No. 4 in B minor
9. Prelude No. 5 in G major
10. Prelude No. 6 in D minor
11. Prelude No. 7 in G major
12. Prelude No. 8 in A minor "Lágrima"
13. Prelude No. 9 in D minor "Endecha"
14. Prelude No. 10 in D minor "Oremus"
15. Prelude No. 11 in D major
16. Prelude No. 12 in D major
17. Prelude No. 13 in E major
18. Prelude No. 14 in A minor
19. Prelude No. 15 in A minor
20. Prelude No. 16 in E major
21. Etude No. 1, En forma de minuetto
22. Etude No. 2, De Velocidad
23. Etude No. 3 in G major
24. Etude No. 4 in B minor
25. Etude No. 5 in A major
26. Etude No. 6 in A major
27. Etude No. 7 in A major
28. Etude No. 8 in A minor
29. Etude No. 9 in E major
30. Etude No. 10, Petit Menuet
31. Etude No. 11 in D major
32. Etude No. 12 in C major
33. Etude No. 13 in A major
34. Etude No. 14, La Mariposa
35. Etude No. 15, Sobre un tema de Wagner
36. Etude No. 16, Inspirado en J. B. Cramer
37. Etude No. 17, Sobre un tema de Mendelssohn
38. Etude No. 18 in A major
39. Etude No. 19 in E minor
40. Etude No. 20, Estudio brillante de Alard
41. Gran jota
DAVID RUSSELL - TÁRREGA INTEGRAL DE GUITARRA:
Ps: Há algum tempo eu postei a obra completa de Tárrega em PDF. Ei-la aqui.
Marcadores: David Russell

