quinta-feira, junho 14, 2007

Pavel Steidl - J. K. Mertz Bardenklänge Op 13


Olá, meus queridos e virtuais amigos. Perdoem esse fúfio ser que vos escreve. Não estou com muito tempo hábil disponível, pois o trabalho elide todo aquele que me sobra. Bem sabem como é, afinal, já foram (e serão eternos!) estudantes. Fim de semestre é uma correria: provas, trabalhos, correções infindáveis, conselhos, análises, enfim, quero crer que entendem do que estou a lhes falar. Bom. Como esse não é um blog destinado a pormenorizar a minha insípida existência, vamos falar de coisas mais interessantes.

Hoje vos trago um excelente álbum. Em verdade, o violonista é muito bom. Mas melhor ainda são as peças que ele executa – com uma destreza e um primor que são virtuosos, diga-se. Trata-se, meus caros, do violonista tcheco Pave Steidl a executar obras do estupendo e magnífico austríaco, Johann Kaspar Mertz. Devo dizer que esse compositor me é, absolutamente, uma predileção. Sou fã incondicional, como bem devem ter observado, do período Romântico da história da música. Creio ser aí que a música, especialmente para o nosso instrumento, alcançou a preexcelência e a liricidade que lhe deram a reputação que hoje ostenta. Talvez (e muito provavelmente!) eu esteja a me enganar. De qualquer forma, enquanto apreciador essa é a minha “escola” preferida.

Enfim. A obra que Steidl executa do expressivo Mertz é a famigerada Bardenklänge, que consta como 13º trabalho desse compositor. Bardenklänge, ao nosso idioma, significaria algo como “música dos bardos”. Oras, Homero nos ensina que bardo era aquele que, com o suporte da lira ou da harpa, recitava os poemas épicos. Já se vê, por aí, que a produção de Mertz era consonante com a sua “escola”, com o período Romântico. Analisando essa opus 13, de Mertz, por um viés menos “semanticista”, podemos perceber que se trata de uma verdadeira obra prima. Não que seja, no limite, aquela obra mais significativa de tudo o que o austríaco veio a produzir. Mas pode-se dizer que essa opus conserva todas as boas qualidades desse compositor. As peças são de uma multivocidade interessantíssima e denotadoras da superior qualidade de Mertz. As peças mais conhecidas dessa opus são, indubitavelmente, o Capricho (que está a 6ª faixa deste álbum) e a Liebeslied (15ª). Não me estenderei muito sobre a tal Op 13. Deixarei que a escutem e tirem suas conclusões. Contudo, alerto-lhes, desde já, que é algo surpreendente e extremamente belo.

Quanto ao violonista, infelizmente não conheço muito de seu trabalho. Conservo, em minha coleção de álbuns, apenas este que aqui vos trago e mais outros três. Não gosto de opinar sobre um violonista sem possuir um embasamento maior ou, ao menos, sem haver escutado muito de sua produção. Dessa forma, digo apenas que Steidl é um violonista muito competente, altamente expressivo, aparenta ter um alicerce absolutamente sólido, enfim, é um violonista primoroso e dedicado. Apenas sei que, aos idos de 2003, figurou ele entre os 8 maiores violonistas do globo – embora tal lista seja extremamente reducionista e relativa.

Bom. Deixo, pois, os ouvidos dos amados amigos a escutar essa formosa e esplêndida performance. Deixarei, também, algumas peças (pois não tenho todo esse trarbalho de Mertz) da Op 13. Quem sabe, assim, daqui a um pouco não vemos um de vocês a gravar tal sublime “Música dos Bardos”.

1. Variations mignonnes
2. An Malvina
3. Romance
4. Scherzo
5. An die Entfernte
6. Capriccio
7. Abendlied
8. Kindermärchen
9. Polonaise No. 5
10. Gondoliera
11. Romance
12. Mazurka
13. Sehnsucht
14. Polonaise No. 6
15. Liebslied
16. Tarantela
17. Lied ohne Worte
PAVEL STEIDL - J. K. MERTZ BARDENKLÄNGE OP 13

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quinta-feira, maio 31, 2007

Paulo Belinati - The Guitar Works of Garoto - Mp3 + Books

Caríssimos e diletos amigos. Hoje verão a excelente união de um estupendo e mais do que primoroso violonista com um grande e emérito compositor. Deixarei para vocês um álbum que une tudo aquilo que um violonista precisa conservar com todas as melhores e maiores virtudes que possa haver para um bom compositor.

Os dois denotam a melhor expressão de nossa música: são espontâneos, coesos, extremamente criativos, harmônicos, enfim, são nomes que, sem sombra de dúvida, a música brasileira – e mais especificamente o violão de nossas terras – orgulha-se em conservar. Estou a falar de Paulo Belinati e Aníbal Augusto Garoto Sardinha, ou, mais comumente conhecido como Garoto.

Ambos foram (Belinati ainda o é) grandes violonistas. Garoto influenciou toda uma geração de violonistas contemporâneos a ele e compôs obras magníficas, que são executadas por vários violonistas ao redor do globo. É impressionante a história desse sublime músico. Não irei me estender muito, e prefiro que os nobres amigos leiam algumas outras linhas, que não as fúfias por mim escritas. Desse modo, deixo aqui um link para que possam ler algo mais sobre a história do magnífico Garoto. Eis o link: BIOGRAFIA GAROTO.

Já quanto a Paulo Belinati, desse falarei um pouco. Trata-se de um dos maiores e mais bem conceituados violonistas de que se pode ter notícia. Duvidam ou discordam de minhas palavras? Oras! Pois que então qual de você já teve uma composição gravada por alguém tão proeminente quanto John Williams? Sim, meus caros. “Jongo” é nome da composição. 1988 é o ano em que ela apareceu e 1996 foi o ano em que Williams a gravou. Pilhérias à parte, indubitavelmente, hão de concordar com minha humilde opinião quando ouvirem o álbum. Belinati, assim como Garoto, era paulista. Nasceu nos idos da década dourada, no ano de 1950. Dezessete anos mais tarde, já estava a estudar no famigerado e mui bem conceituado Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Por aí, já veríamos que tal violonista longe iria. Mas era apenas o começo.

Destacou-se tanto em tal conservatório, que ganhou uma bolsa para estudar em Genebra (sim, na Suíça) e por lá permaneceu até se tornar professor do Conservatório de Lausanne, lá mesmo, pelos Alpes. É interessante notar que, mesmo sendo um violonista assim, tão bem alicerçado no campo teórico e tendo uma sólida formação; e ainda conservando uma criatividade extraordinária, Belinati encantou-se, acima de tudo, pela área de pesquisa. E a sua atuação como pesquisador, vejam só, destaca-se justamente com esse trabalho que agora vos trago. Gravado há já muitos anos esse “Guitar Works of Garoto” foi lançado apenas no exterior, e vinha acompanhado de dois books.

Calma, calma. Eu sei que é muito, mas: também irei disponibilizar os books. Juntamente com o álbum, claro. Bom meus caros. Creio que tenha eu estendido-me em demasia. Apenas queria que atentassem para o fato de que Belinati é um magnífico e primoroso violonista, dotado de habilidades técnicas impressionantes, de uma criatividade invejável e de um carisma inigualável.
Poderão ver tudo isso, e ainda mais, no álbum aqui postado. Espero que gostem.

Eis o disclist:

1. Duas Contas
2. Inspiracao
3. Lamentos Do Morro
4. Um Rosto De Mulher
5. Sinal Dos Tempos
6. Debussyana
7. A Caminho Dos Estados Unidos
8. Mazurka No.3
9. Carioquinha
10. Voltarei
11. Desvairada
12. Improviso
13. Tristezas De Um Violao (Choro Triste No.1)
14. Meditacao
15. Naqueles Velhos Tempos
16. Gracioso
17. Vivo Sonhando
18. Enigma
19. Esperanca
20. Nosso Choro
21. Choro Triste No.2
22. Doce Lembranca
23. Jorge Do Fusa
24. Gente Humilde

PAULO BELINATI - THE GUITAR WORKS OF GAROTO -

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quarta-feira, maio 23, 2007

Mauro Giuliani - Obra completa


Mauro Giuliani é, sem sombra alguma de dúvida, um dos mais importantes compositores para violão e, arrisco-me a dizer, um dos preexcelentes que avultam na música de um modo geral. Suas composições são caras àqueles que almejam conservar uma completa desenvoltura de ambas as mãos, além de contribuir para o crescimento da percepção harmônica por parte do violonista.

O insigne Mauro Giuliani viu a luz pela primeira vez em terras italianas, mais precisamente na bela cidade de Bolonha, no ano de 1781. Alguns anos depois, começou a estudar o interessante instrumento que é o Cello (aliás, dizem que ele jamais deixou de estudar tal instrumento) e, posteriormente, passou a estudar também o violino. Mas como sempre acontece quando ainda não encontramos o “nosso” instrumento; ficamos insatisfeitos, ansiosos por querer mais e procurar algo que nos agrade. E, assim, em pouco tempo, Giuliani uniu aos dois instrumentos que já estudava ainda outro: a guitarra espanhola ou o violão.

Em pouquíssimo tempo de estudo – haja vista o nobre músico já dominava outros dois conservando, portanto, uma sólida formação musical – tornou-se um exímio guitarrista. Pelos idos de 1806, mudou-se para Viena, já com uma certa aclamação. Nessa cidade é que fica célebre de vez. Em 1813 fez parte (muito provavelmente como violoncelista) de uma orquestra para a primeira execução da sétima sinfonia de Beethoven.

“Em Viena, Mauro Giuliani não teve um sucesso tão grande como compositor. Trabalhou a maior parte do tempo com o editor Artaria, que editou a grande parte das suas obras para guitarra, mas teve relações de negócios com todos os outros editores locais, que espalharam as suas composições por toda a Europa. Construiu aqui uma reputação como pedagogo. Entre os seus numerosos alunos encontra-se Bobrowicz e Horetzky”.

Em 1819, com muitos problemas financeiros, Giuliani deixa Viena e passa por muitas cidades até estabelecer-se em Roma. Sua carreira musical em tal metrópole não foi das melhores: deu poucos concertos e pouco ou quase nada compôs. De 1823 em diante, Giuliani passa a freqüentemente visitar o seu pai, que não andava com a saúde muito boa. Entre os teóricos desse maravilhoso violonista, é comum a expressão “período napolitano” denotando esse período da vida de Giuliani. Foi um período muito fausto na carreira musical dele: apresentações costumeiras (inclusive com a igualmente competente violonista Emília Giuliani, sua filha), várias composições, enfim, uma vida de músico prolífico.

Em 1829, Giuliani deixa esse plano e uma obra de 150 trabalhos. É interessante notar que, desde o séc XIX, a influência desse nobre violonista é crescente. Variados e primorosos músicos executaram concertos seus ou obras de grande expressividade como a belíssima Sonata Heróica (Op 150). Ademais, Giuliani conserva em suas preexcelentes composições um vasto trabalho didático que, até hoje, é utilizado em larga escala por muitos professores ao redor do globo. Para citar um desses grandes trabalhos pedagógicos desse nobre mestre, fiquemos com a Op 48.

Enfim. Espero que os nobres amigos gostem dessa coleção. Colhi-a no sítio: http://maurogiuliani.free.fr/en Se algum dos caros convivas quiser, pode baixar os arquivos lá, diretamente. O que fiz foi criar pastas separadas para cada um, tornando o trabalho de pesquisa menos árduo e mais prazeroso.

Então, eis aqui a obra completa desse que foi e continua sendo um dos maiores expoentes da guitarra clássica:

OBRA COMPLETA MAURO GIULIANI: PARTE I, PARTE II, PARTE III & PARTE IV.

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domingo, janeiro 07, 2007

Johann Sebastian BACH - Obra completa

Se existe um sobrenome que esteja diretamente ligado a música, esse sobrenome é Bach. Johann Sebastian Bach (1685 - 1750) é procedente de uma família de músicos alemães cujos membros eram músicos ambulantes, organistas e cantores em Thuringe desde o século X. Órfão aos 10 anos, Johann Sebastien Bach recebe uma sólida formação de base no órgão, no cravo, no violino e no canto. Além desta bagagem, é um autodidata. Foi pelo estudo minucioso das obras dos compositores famosos do seu tempo que ele assimilou a arte da composição.
Deixo aqui o link para que baixem a obra completa de alaúde desse grande e mirífico compositor. As BWV's presentes em tal link são as seguintes: 995, 996, 997, 998, 999, 1000 e 1006.
Aqui podem encontrar um álbum em que o famigerado e virtuoso alaudista Lutz Kirchhof interpreta, de maneira esplêndida, a obra do emérito Bach.

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segunda-feira, novembro 07, 2005

Francisco Tárrega - Obra Completa



Pianista, guitarrista e compositor espanhol, aluno de Julián Arcas. Francisco Tárrega enriqueceu consideravelmente o repertório de guitarra. Além das suas composições fez numerosas transcrições para este instrumento. Foi professor de alunos que marcaram, eles próprios o seu tempo, como foram Miguel Llobet e Emílio Pujol.
Aqui disponibilizo para o download, a obra completa desse mestre do violão. Os arquivos estão em PDF.
O link: FRANCISCO TÁRREGA - OBRA COMPLETA PARA VIOLÃO.

Atualizei esse link hoje, 18/12/06. Se porventura algum problema surgir, não deixem de contatar-me.

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Fernando Sor - Obra Completa



O espanhol Fernando Sor foi um exímio guitarrista, autor de várias obras (muitas delas, conservando um cunho didático) para o violão erudito. Pertencente a era classicista, Sor foi um compositor muito bem quisto em sua época: foi muito publicado durante sua vida, e até hoje, alguns professores utilizam seus métodos introdutórios na guitarra, bem como outras peças que o instrumentista elaborou.
Deixo aqui o link para baixarem a obra desse magnífico compositor espanhol. As peças todas estão em arquivos PDF que são executados pelo programa Adobe Acrobat Reader. Se não o tem, pegue-o aqui: http://www.adobe.com/products/acrobat/readstep2.html

Aqui está o link para o download da obra completa de Fernando Sor:
FERNANDO SOR - OBRA COMPLETA.

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